
Timidez é uma palavra desconhecida na internet. Esse sentimento cai diante da tela de um computador conectado a rede. Quem nunca deu um beijo em alguém na vida real pelo menos na virtual é um Dom Juan de Marco. A criatividade que falta na prática sobra nas salas de bate-papo: o cara é bom de papo, bonito, sarado e conquistador. Ou um homossexual, que na vida nunca conseguiu “sair do armário” hoje faz a festa arrumando encontros aos montes pela internet. Na rede, qualquer um pode ser o que quiser. Como bem lembrou a professora de sociologia no Massachussets Instituto of Technology (MIT), Sherry Turkle, “na vida on-line as pessoas encontram-se em situação de poder desempenhar papéis diferentes, adotando diversas personalidades nos diferentes lugares da rede. Vêem e experimentam inúmeros aspectos delas mesmas. Vivem intensamente tal multiplicidade”.
Isso é bom, pois significa liberdade de escolha ou movimento. E isso é ruim, pois não existe só gente de bom caráter no mundo. Essa multiplicidade também oculta pessoas que praticam o mal. Não só dos bandidos virtuais, que rouba, mas não ferem. Há os virtuais-reais, que marcam encontros pelo computador com pares ingênuos e acabam cometendo crimes que vão desde roubo até estupro ou homicídio. A culpa, porém, não é da internet. A rede pode ser comparada ao revólver que mata. Quem puxa o gatilho, no entanto, é alguém de carne e osso e, às vezes, muito consciente do que está fazendo. Com a net é a mesma realidade.
Isso é bom, pois significa liberdade de escolha ou movimento. E isso é ruim, pois não existe só gente de bom caráter no mundo. Essa multiplicidade também oculta pessoas que praticam o mal. Não só dos bandidos virtuais, que rouba, mas não ferem. Há os virtuais-reais, que marcam encontros pelo computador com pares ingênuos e acabam cometendo crimes que vão desde roubo até estupro ou homicídio. A culpa, porém, não é da internet. A rede pode ser comparada ao revólver que mata. Quem puxa o gatilho, no entanto, é alguém de carne e osso e, às vezes, muito consciente do que está fazendo. Com a net é a mesma realidade.
Por Marcelo Becker
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ResponderExcluirLegal o teu post Marcelo. Muito interessante esta relação entre a rede e o revólver. Acho que a superexposição é a bala propulsora para o mundo virtual e real do crime. Com o avanço dessas tecnologias, as pessoas criam personagens para agradar os outros e acabam entrando em uma grande roubada.
ResponderExcluirPor Vanessa Mendes
É bem isso. Existe um encorajamento da pessoa na falsa sensação de não estar sendo observado. Ou de que a internet é terra sem lei (que de fato ainda é), que nunca será punido. Muda-se os meios e potencializa-se os crimes.
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