sexta-feira, 4 de junho de 2010

Internet em praticamente todos os lugares

A tecnologia tem avançado a passos largos nos últimos anos. Um item que não para de crescer, independente da classe social, é a internet. Em reportagem da Revista Veja, do dia 26 de maio de 2010, é retratado de forma bem clara até onde a internet pode chegar. Com a entrada das lans houses em diversos locais, mesmo que improvisados, o acesso à informação e ao entretenimento são possíveis com apenas algumas moedas. No Brasil, segundo a reportagem, cerca de 32 milhões de brasileiros acessam a internet através das lans. O detalhe é que esse número corresponde à metade do total de usuários do país.

Na matéria são apontados diversos exemplos de pessoas que se aproveitam das ferramentas digitais. Há o caso do jovem que fica até 10 horas em um estabelecimento desse tipo, apenas para jogar games contra outros participantes de diversas partes do país. O dado interessante é que esse adolescente tem computador com internet em casa, mas o prazer em jogar também com pessoas no mesmo ambiente fazem o jovem entrar nesse tipo de ambiente. É citado também o caso de um músico, que se utiliza da rede para ter contato com profissionais de outras cidades e também ter acesso a vídeos, onde busca o aprimoramento, ao analisar as notas e partituras de suas importantes referências.

A internet coloca a disposição de pessoas de todo o mundo uma central de informações dos mais diversos tipos, tanto para o bem como para o mal. É importante qualquer pessoa estar antenada que a ferramenta nos tempos de hoje é realmente bastante importante, principalmente se usada com inteligência e responsabilidade. Assim como nos mais diferentes setores há o lado bom e o ruim, a internet também tem esse ponto. Cabe ao internauta saber aonde quer chegar e que caminho vai fazer para alcançar o seu objetivo.

Por Fernando Ribeiro

De dia é Maria, de noite é João. Ou lobo em pele de cordeiro


Timidez é uma palavra desconhecida na internet. Esse sentimento cai diante da tela de um computador conectado a rede. Quem nunca deu um beijo em alguém na vida real pelo menos na virtual é um Dom Juan de Marco. A criatividade que falta na prática sobra nas salas de bate-papo: o cara é bom de papo, bonito, sarado e conquistador. Ou um homossexual, que na vida nunca conseguiu “sair do armário” hoje faz a festa arrumando encontros aos montes pela internet. Na rede, qualquer um pode ser o que quiser. Como bem lembrou a professora de sociologia no Massachussets Instituto of Technology (MIT), Sherry Turkle, “na vida on-line as pessoas encontram-se em situação de poder desempenhar papéis diferentes, adotando diversas personalidades nos diferentes lugares da rede. Vêem e experimentam inúmeros aspectos delas mesmas. Vivem intensamente tal multiplicidade”.
Isso é bom, pois significa liberdade de escolha ou movimento. E isso é ruim, pois não existe só gente de bom caráter no mundo. Essa multiplicidade também oculta pessoas que praticam o mal. Não só dos bandidos virtuais, que rouba, mas não ferem. Há os virtuais-reais, que marcam encontros pelo computador com pares ingênuos e acabam cometendo crimes que vão desde roubo até estupro ou homicídio. A culpa, porém, não é da internet. A rede pode ser comparada ao revólver que mata. Quem puxa o gatilho, no entanto, é alguém de carne e osso e, às vezes, muito consciente do que está fazendo. Com a net é a mesma realidade.
Por Marcelo Becker

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Tradutor automático: um aliado à cultura do acesso

Em um futuro bem próximo, a cultura do acesso, apontada por Santaella como marca registrada da cibercultura, terá um aliado: o tradutor universal. A língua deixará de ser uma barreira entre as nações, um divisor da humanidade. O “grande encontro das culturas” será possibilitado pelo Google Tradutor.
De acordo com reportagem publicada na Veja, em 05 de maio de 2010, a tradução quase instantânea de textos em 52 línguas já é possível. Estima-se que, nos próximos dez anos, sejam 250 as línguas contempladas. Os erros ainda são perceptíveis, mas já se pode compreender o assunto de que os textos tratam.
A linguagem cotidiana dos chats também começa a ser desbravada pelo tradutor automático. Na previsão de Nicolas Ostler, especialista britânico em história das línguas, “as pessoas se darão ao luxo de falar com outras culturas usando o próprio idioma”.
Com a nova tecnologia, as barreiras lingüísticas serão derrubadas e a busca da mensagem e da informação terá um aliado a mais.

Por Luciana Wronski

domingo, 23 de maio de 2010

Cibercultura: em busca de novos conceitos

A cibercultura ainda era um termo meio desconhecido para mim, até a aula do professor Horácio. Que mudanças socioculturais complexas as novas tecnologias de comunicação têm provocado! E não podemos fechar os olhos para isso. A oposição entre a cultura e a tecnologia não é mais sustentável...
Para nós, que iniciamos nossas reflexões sobre o tema, vale o conselho de Lunenfeld (1999 apud Santaella, 2003): as mudanças geradas pelas mídias digitais devem ser analisadas a partir de modelos adequados, visto que as mídias digitais são fundamentalmente diferentes das analógicas.
A centralização da informação massiva e os conceitos de consumo e recepção saem de cena. A interatividade e a descentralização das informações já fazem parte deste novo cenário. E os pesquisadores têm um desafio pela frente: buscar conceitos que os levem a compreender as complexidades desta realidade.
A cibercultura é fruto das novas formas de relação cultural e, na visão de Lemos (2004), “uma realidade incontornável”. Conforme este autor, “a dinâmica da sociedade contemporânea nos obriga a buscar outras perspectivas para pensarmos o fenômeno tecnológico contemporâneo”. As realizações tecnológicas não são independentes das outras esferas da atividade humana.

Por Luciana Wronski